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Cartas de apresentação que são mesmo lidas

1 min de leitura · Atualizado: 23/10/2026

Uma carta de apresentação não é o seu CV em forma de parágrafos. Responde à pergunta a que o CV não consegue responder: porquê esta função, nesta empresa, e porque é que o seu perfil é uma aposta segura para o lugar.

Ser curta é o essencial

Muitos recrutadores leem as cartas de apresentação na diagonal, e alguns nem sequer as abrem. Quem as lê, lê com atenção as duas primeiras frases. Mantenha a carta inteira entre 150 e 300 palavras: três ou quatro parágrafos curtos que caibam num só ecrã, sem ter de descer na página.

Uma estrutura que funciona

  1. Abertura: a função a que se candidata e uma razão concreta que a torna certa para si. Dispense o «Venho por este meio apresentar a minha candidatura…».
  2. Provas: uma ou duas realizações do seu CV que correspondam ao que o anúncio pede, contadas com um pouco mais de contexto do que um tópico permite.
  3. Fecho: o que gostaria que acontecesse a seguir, e um agradecimento. Uma ou duas frases.

Fale primeiro da empresa, depois de si

Refira algo verdadeiro e concreto sobre a empresa: um produto que usa, uma decisão que a empresa tornou pública, um problema descrito no anúncio. Um pormenor real vale mais do que três elogios genéricos. Se não encontrar nenhum, diga o que lhe interessa no problema que a função resolve.

Escreva como uma pessoa

Escreva como falaria com um colega que respeita: palavras simples, frases curtas, nada de clichés como «paixão pelo trabalho em equipa». Ser confiante não é gabar-se: diga o que fez e deixe o resultado falar por si.

Últimos retoques

  • Dirija a carta a uma pessoa quando conseguir descobrir o nome do responsável pela contratação; se não conseguir, «Cara equipa de recrutamento da Acme» serve.
  • Use o mesmo cabeçalho, o mesmo tipo de letra e os mesmos dados de contacto do seu CV.
  • Um P.S. é lido mais vezes do que o parágrafo do meio: use-o para um facto forte e relevante, se o tiver.

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